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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
Reflexão
Como é que posso controlar os meus pensamentos se eles são criados pelo cérebro e se é o cérebro quem tudo controla. Ou seja, se eu digo que tenho de controlar as minhas emoções, esse eu a que me refiro é o cérebro ou existe algo em mim que pode controlar o cérebro. Segundo um famoso neurocientista, o nosso cérebro é a estrutura mais complexa e enigmática do universo, contém mais neurónios do que as estrelas existentes na galáxia. Mas será o cérebro quem controla e guia o ser humano sendo este a sua própria essência, ou o cérebro é apenas um mecanismo que a essência humana utiliza para produzir ações. Eu gosto da ideia de que somos seres espirituais que utilizam a matéria para o seu desenvolvimento e que a essência humana é o espírito. Este tema é debatido desde a antiguidade, se recuarmos 2500 anos encontramos a famosa frase no templo de Delfos “conhece-te a ti mesmo” e se lermos alguns conceitos filosóficos desse período como: “O Daimon interior” e “Viver em areté”, encontramos amplos debates sobre o tema. O nosso cérebro é programado desde a nossa nascença por tudo o que nos ensinam e pelo que vivenciamos e tal como um computador, utiliza essa informação para produzir ações. Mas é necessário procedermos a uma filtragem dessa programação e sermos capazes, após reflexão, de criarmos pensamentos próprios e reprogramar o cérebro. Para isso é necessário conseguirmos silenciar a nossa mente de forma a ouvirmos a nossa voz interior (a nossa essência). Segundo os místicos, o silêncio responde até mesmo aquilo que não foi perguntado. Filósofos como Sócrates diziam que para sabermos qual o caminho a percorrer é necessário consultarmos o nosso Daimon interior. O Daimon interior segundo essa filosofia, é o nosso eu mais profundo, ele transporta o que trazemos de existências anteriores com a informação do que precisamos de continuar a aperfeiçoar. É uma energia imortal que habita em nós e exige de nós o cumprimento da nossa obrigação, fazendo sentirmo-nos mal quando enveredamos por outros caminhos. Segundo essa filosofia, após conhecermos a nossa vocação e o caminho a percorrer é necessário viver em Areté, ou seja, viver a vida no máximo da perfeição que os limites da nossa natureza permitem. As nossas ações diárias devem estar o mais próximo do cumprimento do propósito ou função a que cada um se destina. Infelizmente vivemos de forma robotizada agindo mecanicamente e com dificuldade em ter pensamento próprio, cumprindo simplesmente o que nos foi ensinado. Na área laboral, nas relações amorosas, no desenvolvimento espiritual e em várias opções de vida, grande parte da humanidade vive trilhando caminhos que não são os seus, vivendo frustrada, deprimida e achando que a vida não vale a pena. Durante milénios a humanidade tentou perceber o sentido ou propósito da vida, porque só essa resposta a levaria para o caminho da felicidade (eudaimonia). Essa resposta é individual e só a encontramos dentro de nós, por isso é importante continuar a refletir sobre aquilo que somos, porque feliz será aquele que conseguir ser quem é.
sexta-feira, 20 de março de 2020
A Pedra
Existem pedras históricas como a pedra com
que David matou Golias, pedras da banda desenhada como o Menir que Obelix
transportava, pedras reprodutoras como a pedra parideira, pedras de ensino como
a pedra de ardósia em que aprendi a escrever as primeiras letras, pedras da
literatura como a de Saint Exupéry: “a
pedra não tem outro objetivo que não seja ser pedra. Mas, ao colaborar, ela
congrega-se e torna-se templo”. Existem
um sem número de pedras cada uma com a sua história. Mas há uma pedra especial
a mais importante de todas, a Pedra Filosofal. Os alquimistas da idade média sonhavam
com a Panaceia e a descoberta da Pedra Filosofal, que segundo a alquimia permitiria
transformar vis metais em ouro. A partir do século XVI, os alquimistas
aparentemente deixaram de querer transformar metais vulgares em ouro e
dedicaram-se à fabricação de medicamentos, fazendo uma ligação entre a química
e a medicina, mas o sonho ficou. António Gedeão começa o seu extenso poema “A
Pedra Filosofal” dizendo que: “O
sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer” e acaba o poema com: “Sempre que o homem sonha o mundo pula e
avança como uma bola colorida nas mãos de uma criança”. Para o poeta a Pedra Filosofal é o sonho que
fez o homem avançar, o tal sonho que levou o homem para a aventura marítima e
para a aventura no espaço que culminou no desembarque na superfície lunar. A Pedra
Filosofal é uma energia transformadora com capacidade de transformar o Mundo. A
sua função não é transformar o reles metal em ouro, isso foi um equívoco, mas
sim, transformar o reles humano em bom humano, o ódio em amor, o caos em
harmonia. A Pedra filosofal foi a energia que transformou a Idade média (idade
das trevas) no renascimento com o seu humanismo e posteriormente com o
iluminismo, dando início aos avanços culturais, sociais e tecnológicos que usufruímos
nos dias de hoje. A Pedra Filosofal é o que Jesus explicou a Nicodemos, para
atingirmos a perfeição “é necessário
nascermos de novo”. A época do
Renascimento foi um nascer de novo para a humanidade, uma nova forma de sentir e
agir no mundo. Essa etapa está concluída, já cumpriu a sua missão. A Pedra Filosofal
existe (estejamos atentos aos sinais) e a humanidade vai voltar a nascer de
novo, vem aí uma nova era. Surgirá um novo caminho, um novo ciclo de
consciência, a compreensão de que somos fundamentalmente energia, mudaremos a
nossa base energética e aprenderemos a utilizar a nossa energia de uma forma
altruísta. Aproxima-se a era da harmonia. Harmonia ecológica, harmonia entre
todos os seres, harmonia entre corpo, mente e espirito.Uma das definições de
pedra filosofal é:“Coisa muito
desejada, mas impossível de atingir”. Podemos dizer o mesmo da utopia, mas E. Galeano explica “A utopia está lá no horizonte…. Por mais
que caminhe nunca a alcançarei. Para que serve a utopia? serve para isso mesmo,
para que eu não deixe de caminhar”. Para
mim, a Pedra Filosofal também serve para que nunca deixe de sonhar.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
A Poesia
Acredito na
transformação da humanidade até um nível de purificação, em que tudo e todos
viverão em harmonia. Que a humanidade evoluirá em conhecimento de tal forma que
implementará no mundo uma era de espiritualidade, onde imperará a paz gloriosa
e a felicidade. Acreditando nestes pressupostos, não poderei desassociar do
caminho a percorrer, a filosofia, a democracia e a poesia. A filosofia porque é
a busca incessante da sabedoria, a democracia porque permite o debate livre das
ideias e a poesia, que por ser a voz da alma e que melhor exprime o sentimento
humano. O Poeta é um sonhador, um idealista, um criativo. Agostinho da Silva
dizia: “todo o homem nasce poeta e
deveria viver de tal maneira e proceder de tal forma que um dia quando
morresse, se pudesse dizer: morreu um poema”. A poesia brota do âmago e
expressa os sentimentos, vai a lugares nunca vistos, mergulha no irreal e torna-o
realidade. O pensamento poético é uma criação divina, que usa o poeta para se
manifestar. A poesia não deve ser reprimida nem envergonhada. Como escreveu Ary
dos Santos: “Serei tudo o que disserem!
Poeta castrado, não!”. O que é ser poeta? Para F. Pessoa: “O poeta é um fingidor. Finge tão
completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente”. Para
F.B. Espanca:” Ser poeta é ser mais alto,
é ser maior do que os homens”. Ser poeta é viver sendo aquilo que se quer
ser, é lembrar aos homens que todos são uma exceção, que não há alguém no mundo
que seja igual, nem física ,nem emocionalmente e que tudo deveria ser uma
exceção adaptada à excecionalidade que cada ser é. Ser poeta é lembrar aos
homens que todos podem ser felizes, cada um fazendo aquilo que mais gosta, que o
amor é capaz de acabar com qualquer tipo de mal. Ser poeta é acreditar na “Ilha
dos amores “de Camões, no “Quinto Império” de Vieira, em Isaías 11:6-9, na “
Sétima idade” de Fernão Lopes. Ser poeta é ensinar aos homens” A Pedra
Filosofal” de Gedeão “…o sonho é uma
constante da vida, tão concreta e definida, como outra coisa qualquer ..… o
sonho comanda a vida…”. Todo o homem nasce poeta, mas a maior parte está
hipnotizada por um género de encantador de serpentes, que os mantém
amordaçados, uns com o olhar fixo na sobrevivência, outros com o olhar fixo na
gula e na luxúria. Mas o pensamento poético um dia irá sobrepor-se a tudo e
conduzirá o homem à fraternidade. P. Neruda escreveu: “… quero viver num mundo em que os seres sejam simplesmente humanos,
sem mais títulos além desse. Sem trazer na cabeça uma regra, uma palavra
rígida, um rótulo.” Eu sei que sou um ser quimérico e tal qual C. Lispector
“Não quero a terrível limitação do que
vive apenas do que é possível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade
inventada”. Ou como E. Galeano explicou a utopia, dizendo que ela estava lá
no horizonte e, que sempre que caminhava em sua direção ela afastava-se, ele
continuava a caminhar em sua direção e ela sempre se afastando, acaba
concluindo: A utopia serve para isso mesmo, para eu não deixar de caminhar.
Sonhemos sempre e sejamos o poema para que fomos criados.
domingo, 24 de março de 2019
O Rei Midas
As lendas da mitologia grega
conduzem-nos inevitavelmente a uma reflexão. São histórias que começaram por
ser transmitidas oralmente pelas pessoas, até que um dia, passaram a ser
registadas na linguagem escrita. Embora muito fantasiadas, algumas lendas
contêm um fundo educativo. É o caso da lenda do rei Midas. Esta lenda conta que
o rei Midas por ter tido uma ação que orgulhou o deus Dionísio (baco), este
como gratidão ao rei Midas, disse-lhe que pedisse algo que desejasse muito, que
lhe proporcionaria esse desejo. O rei Midas, embora fosse muito rico e vivesse
na abundância, era ganancioso. Então, pediu ao deus Dionísio que lhe desse um
dom, para que em tudo o que tocasse se transformasse em ouro. Dionísio tentou
demovê-lo desse pedido, mas, em vão, Midas recusou. Começou logo a utilizar o
seu novo poder, tocou numa pedra e ela transformou-se em ouro, tocou numa folha
caída de uma árvore e também se transformou em ouro, era uma maravilha. Passado
algum tempo, deu-lhe fome, mas não podia comer, tudo o que tocava
transformava-se em ouro, tentou beber vinho, mas o líquido transformou-se em
ouro. Percebeu que iria morrer à fome e à sede. A sua adorada filha quando
chega a casa e vê o pai em agonia, corre para ele e ao abraça-lo transforma-se
numa estátua de ouro. Desesperado, Midas pede a Dioniso que lhe retire esse poder.
Dioniso satisfaz-lhe este novo pedido e Midas arrependido voltou para os campos
para viver uma vida humilde e longe das cidades. O rei Midas foi demasiado
ambicioso e a ambição desmedida é ganância, confundiu o superficial com o
essencial, colocou a riqueza material como o seu maior bem enquanto ser humano.
Aprendeu uma grande lição, mas à custa de muito sofrimento. Hoje, existem
imensos reis Midas, gente que em tudo o que toca quer transformar em fortuna,
fortuna essa, que nunca é suficiente. É o campeonato do mundo dos ricos, a
classificação sai na revista Forbes. Em 2017 o 1ª lugar foi para Jeff Bezos,
fundador da Amazon com uma fortuna avaliada em 112 bilhões de dólares. Os reis
Midas da atualidade, numa corrida desenfreada pelo “vil Metal”, delapidam os
recursos naturais do planeta, sem questionamento, sem pensar no impacto futuro
que terão as suas ações de hoje. Seguem sem olhar a valores morais, sociais e
respeito pelo meio em que vivem, recusam um equilíbrio entre as necessidades
humanas, o progresso e preservação dos recursos naturais. Só no Brasil matam-se
quase 90 mil vacas e bois por dia. Uma fábrica da Hyundai é capaz de produzir
um automóvel em cada 10 segundos (até seis mil por dia). A Tailândia em 2016
produziu 521 mil barris de petróleo por dia. O consumismo desenfreado está a
destruir o Planeta e tal como na história do Rei Midas, um dia vai haver gente
com muito dinheiro, mas com uma vida triste demais para ser vivida. Somos todos
responsáveis pela preservação do meio ambiente. Uma economia circular, onde a
reutilização de recursos é maximizada, redução do consumo de carne e peixe e
eficiência energética são meios disponíveis que a maior parte de nós pode
utilizar para diminuir o impacto nocivo no planeta.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
O Fantasma da Ópera
Na sequência de uma conversa, perguntaram se eu era mesmo
vegetariano. Eu respondi que sim. “Eu também gostava de ser, não acho bem o que
fazem aos animais, mas a vida é curta e temos que aproveitar todos os prazeres,
não consigo prescindir do prazer de comer carne e peixe”. Esta observação fez-me
lembrar a análise que ouvi de uma professora de filosofia, Lúcia Galvão da Nova
Acrópole, sobre o musical “O Fantasma da Ópera”. A filósofa analisando a obra
numa perspetiva metafórica, interpreta a história como uma luta entre a
essência humana e o apego material. Contextualizando,” O Fantasma da ópera” é
um romance francês de Gaston Leroux publicado em 1910, com várias adaptações
para o teatro e cinema, sendo o musical mais visto de sempre, por mais de 140
milhões de pessoas. Os principais protagonistas são: Erik o fantasma, que por
ter o rosto deformado usa uma máscara e vive nos subterraneos da ópera,
Christine a quem o fantasma através das suas lições de canto ajuda a
transformar-se numa grande soprano e, Raoul um amigo de infância de Christine,
que é o patrocinador da ópera. A narrativa conta-nos o amor que o fantasma
(Erik) e Raoul têm por Christine e a indecisão desta sobre por quem optar. O
fantasma (Erik) que numa primeira fase não tinha uma presença física perante
Christine, pois ela só ouvia a sua voz, a que chamava “a voz do anjo da
música”, representa o mundo das verdades o desenvolvimento espiritual a
verticalidade. Ele era um génio, mas pela sua deformação física, era negado
pelos homens e vivia escondido nos subterrâneos escuros do teatro. Raoul, representa
o ego, o mundano a banalidade os prazeres efémeros a horizontalidade. Christine
vivia crucificada entre estes dois mundos, tal como a maior parte de nós, vivia
no conflito do dualismo, espírito/ matéria, bem /mal. Enquanto Christine, só
ouvia a voz do fantasma, as palavras deste eram maravilhosas, cheias de brilho,
mas, quando viu o rosto de Erik e soube que era ele o assassino de algumas pessoas
do teatro, que lhe queria roubar os prazeres da vida, chama-o de monstro. O que
Erik matou são as superficialidades, “as distrações do palco da vida”, que
impedem de sermos a nossa verdadeira essência. Por vezes, fazemos algo que vai
contra a nossa consciência, sentimos remorsos, sentimos essa luta que Christine
travou, entre o certo e o errado que traz benefícios materiais. É normal
colocarmos máscaras na nossa face, a maior parte de nós foi educada assim. Mas,
como diz na peça: “Ainda que tenhas muitas máscaras a tua verdadeira face, a
tua essência humana, ainda te perseguirá”. Christine optou por Raoul (a vida
feliz cheia de futilidades), é o que a maior parte de nós faria. Quando
confrontamos a nossa consciência, achamo-la um monstro, com as nossas
debilidades e vícios não estamos preparados para ver o seu rosto e colocamo-la
nas caves escuras do nosso intimo. E como disse a pessoa que me interpelou, “A
vida é curta e temos que aproveitar todos os prazeres”. O ideal, seria
aproveitar a vida, mas sem ter medo de olhar a face da nossa consciência.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Vivendo na Matrix
Matrix não é apenas um filme de
ficção e lutas é, acima de tudo um tratado filosófico. É uma metáfora, que
através dos seus principais protagonistas: Neo e Morpheus, leva-nos a uma
profunda reflexão. Mas o que é a Matrix? Morpheus explica:” Matrix está em toda a parte. É o mundo que acredita ser real para que
não se perceba a verdade, que somos escravos, que nascemos num cativeiro, numa
prisão que não se pode ver, cheirar ou tocar, uma prisão para a nossa mente”. Num
outro diálogo Morpheus diz: “A Matrix é um
sistema. Esse sistema é nosso inimigo. Mas quando você está dentro, você olha
em volta, o que você vê? Homens de negócio, professores, advogados,
carpinteiros. As próprias mentes das pessoas que estamos tentando salvar. Mas
até que o façamos, essas pessoas são ainda uma parte do sistema e isso as torna
nossas inimigas. Você precisa entender que a maioria dessas pessoas não está
pronta para ser desconectada. E muitas delas estão tão acostumadas, tão
irremediavelmente dependentes do sistema, que lutarão para protegê-lo”. A
película alerta-nos para um mundo onde somos manipulados, induzidos a pensar e
agir em prol de um sistema. Desde a infância somos programados para colocar a
nossa energia à disposição desse sistema, através de dois procedimentos:
produzir e consumir. A programação começa com a família, continua na escola,
fundamenta-se na religião, instrumentaliza-se nas organizações políticas e
sociais, tem o seu apogeu no ensino universitário, rentabilizando-se no
trabalho. Sair do sistema é doloroso, tudo está programado de forma a
dificultar a saída. Quando Neo sai da Matrix pergunta a Morpheus porque é que
lhe doem os olhos, este responde “Nunca
os usaste antes”. Este é o sistema que tem como principal propósito, ganhar
muito dinheiro. Mensurado principalmente pelo Produto Mundial Bruto (PMD) que é
a soma do Produto Interno Bruto (PIB) de todos os países, só nesta rubrica gera
anualmente mais de 70 triliões de dólares. Os países são constantemente
incentivados a aumentar o (PIB) e, para que isso aconteça, utilizam mecanismos
de incentivo à produção e consumo desmesurado. Este consumismo, onde o muito é
sempre pouco, está a destruir o Planeta. O Overshoot day (dia da sobrecarga do
planeta) mede quanto tempo levamos a gastar o que a terra produz num ano. Em
2018, esse dia, aconteceu no dia 1 de agosto, ou seja, gastamos em 8 meses o
que a terra é capaz de produzir num ano. Para que o sistema, continue com a
sofreguidão em aumentar os triliões é, importante que as pessoas não pensem
diferente, se possível, que não pensem, produzam e consumam, simplesmente. Não
podemos combater a “Matrix” ela é muito forte e acabará por nos destruir.
Sócrates o filósofo, Jesus Cristo e todos aqueles que tentaram enfrentar o
sistema, incentivando as pessoas a pensarem, foram condenados à morte ou
tiveram que renunciar aos seus pensamentos como aconteceu com Galileu. Não
podemos combater, mas podemos criar um sistema próprio e não sermos totalmente
cúmplices da destruição que estamos a presenciar. Como? Com pequenas mudanças no nosso comportamento
do dia a dia.
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Uma boa Notícia
Maria Helena Braga, uma investigadora portuguesa docente da Faculdade de
Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) está ligada a uma descoberta
tecnológica com enormes benefícios para meio ambiente. Helena Braga e a sua equipa,
descobriram o eletrólito sólido de vidro, sobre o qual em 2014 publicaram um
artigo na revista cientifica “Materials
Chemistry A”, que serviu de base para o grande interesse demonstrado pela
comunidade científica internacional. Esta descoberta pode ser a solução para a
construção de um novo modelo de baterias com um impacto ecológico positivo de
grandes dimensões. Sem entrar em pormenores técnicos sobre os quais não estou
capacitado, menciono apenas aquilo que mais interesse tem para o cidadão comum.
O eletrólito de vidro permite construir baterias com três vezes mais capacidade
de armazenamento do que as produzidas atualmente. O uso de eletrólitos de vidro
permite a substituição do lítio que é um material raro, por sódio que em
contrapartida é muito abundante, barato e extraído da água do mar. Não tem o
perigo de explosão e deverá ser a solução para os carros eléctricos. Pode
também ser utilizada em redes elétricas, resolvendo em grande parte a
problemática da produção de energia a partir das fontes de energia renováveis
intermitentes como a eólica e a solar. Acrescentando a tudo isto, esta bateria
tem uma durabilidade muito maior que as atuais e tem um baixo custo monetário
de aquisição, a sua reciclagem não necessita de grandes cuidados. Helena Braga
encontra-se a trabalhar no desenvolvimento deste projeto na Universidade do
Texas em Austin juntamente com o consagrado John Goodenough que foi o inventor
das baterias de iões de lítio. Embora a produção da nova bateria não dependa
dos investigadores, estes preveem o espaço de dois anos para a comercialização
das mesmas. É uma descoberta que poderá ficar na história Mundial da engenharia
física e pode ser que, após o premio Nobel da Fisiologia e Medicina ganho pelo
médico português Egas Moniz em 1946, o prémio Nobel da literatura entregue ao
escritor português José Saramago em 1998, Helena Barros conquiste o terceiro
prémio Nobel para Portugal. Noticias como esta deveriam abrir os noticiários da
rádio e televisão, serem notícias de primeira página dos jornais. Este feito
deveria servir, para quem informa e divulga, aprofundar o tema da investigação
em Portugal, entrevistar investigadores, dar voz aos que das Universidades
clamam por mais licenças sabáticas para quem quer fazer investigação, ajudarem
as universidades/ faculdades a divulgarem os seus talentos e não estar à espera
de receber de fora do país as notícias dos êxitos dos nossos investigadores. As
televisões a rádio e os jornais não podem estar só ocupados com os treinos e
jogos de futebol, com facadas e tiroteios. As principais notícias não devem ser
sobre créditos, dívidas, penhoras, prestações, juros e multas. Todos os dias existem
portugueses que fazem coisas fantásticas e essas notícias é que deveriam estar
em destaque. Que este êxito sirva para dar o passo qualitativo no ensino
público, que se avalie a possibilidade de inclusão de modelos pedagógicos
alternativos como o método High Scope, a Pedagogia Woldorf, o método
Montessori, o método pedagógico Escola Moderna entre outros que fomentam a
criatividade, desenvolvem o sentido critico, a cidadania, o autoconhecimento e
a responsabilidade. Estes métodos pedagógicos têm por objetivo desenvolver a
potencialidade cada um e estimular uma atitude cada vez mais ativa na procura
do conhecimento. Para os atuais avanços tecnológicos as formas clássicas de
ensino deixam de fazer sentido, desde muito novos os alunos devem aprender a
relacionaram-se com a comunidade, serem colaborativos e cooperativos e
compreenderem os desafios que o desenvolvimento tecnológico lhes apresenta.
quinta-feira, 30 de março de 2017
O Quinto Império
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Ser Padre ou Futebolista ? Eis a Questão !...

Recebi o e-mail que em baixo transcrevo, mas não posso confirmar a veracidade desses valores. Nem sei se o homem usa esse dinheiro para ajudar os mais necessitados.De qualquer forma, para uma pessoa que se dedica ás causas espirituais, não sei como é que ainda fica tempo para ganhar tanto.Um conselho posso deixar , aos pais que querem á força que o filho seja um Ronaldo ou um Figo,,para terem uma reforma garantida. Se o vosso filho não tem lá muito dom para a bola, tentem a profissão de padre.( também dá muito dinheiro ehhehe)aqui vai:
Mais um pobrezinho reformado NOVO ARTIGO SUGIRO A QUE SE SENTEM BEM, ANTES DE LEREM ISTO!!!! VIV'Ó REGABOFE Mau grado o voto de pobreza a que a Ordem Franciscana obriga, Frei Vítor Melícias, recebe uma modesta reforma de € 7450!!!!! Será que a entrega direitinha à Ordem Franciscana e a distribui pelos mais necessitados???? De certeza que sim...eheheheheh Padre Melícias com pensão de 7450 eurosO padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos. Vítor Melícias entregou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional em 2 de Fevereiro de 2009, mais de um ano após a instituição presidida por Rui Moura Ramos ter clarificado a interpretação da lei que controla a riqueza dos titulares de cargos políticos. A 15 de Janeiro de 2008, o Tribunal Constitucional deixou claro que, ao abrigo da lei 25/95, 'de entre os membros que compõem o CES, se encontram vinculados ao referido dever [de entrega da declaração de rendimentos] aqueles que integrem o Conselho Coordenador e a Comissão Permanente de Concertação Social, bem como o secretário-geral'.Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote. Melícias frisa que exerceu funções com 'remuneração acima da média, que corresponde a uma responsabilidade acima de director-geral', no Montepio Geral, na Misericórdia de Lisboa, no Serviço Nacional de Bombeiros e noutros organismos. E eu a julgar que esta gente praticava o "espírito de missão" e o "trabalho de voluntariado"???!!! Chiça penico!Pois é, esta gente da Igreja nunca me enganou!!! Já têm mais de 2000 anos de experiência.... Razão tinha o S. Pedro quando um dia espreitando cá para baixo, viu um avião de luxo, todo branco com o Papa lá dentro e exclamou: vejam só como o negócio evoluiu, começou com um burro... -- J.Vitor Santos (O Serrote)
terça-feira, 14 de abril de 2009
"As palavras não são simplesmente palavras" OSHO
Ofereceram-me este livro no dia dos meus anos, " Espiritualidade de A a Z " do Osho, não o conhecia, nem nunca tinha lido nada sobre ele, mas estou a gostar muito do livro, pois indentifico-me com as suas teorias. O homem ainda é mais maluco do que eu e por isso vale a pena ler.De seguida uma sintese do livro para despertar alguma curiosidade.Síntese
Há nas palavras significados ocultos e diferentes daqueles que costumamos usar no dia-a-dia. São significados que revelam a verdadeira essência de cada termo, de cada expressão. 'Osho de A a Z' mostra o poder da linguagem e o efeito que ela provoca em nós e no mundo à nossa volta. Neste dicionário, o autor fornece definições para palavras como Deus, culpa, espiritualidade, sexo, fé e liberdade, e nos ajuda a entende-las além de seus significados. Osho transmite ensinamentos a respeito da vida, da humanidade, da política e da religião, acompanhados de críticas afiadas ou elogios generosos. 'Osho de A a Z é um guia para a vida interior, que nos leva a experimentar a essência espiritual de cada palavra e ingressar no universo de Osho.
domingo, 12 de abril de 2009
Parabéns Adriano - obrigado

Hoje é dia de aniversário, de casamento e de nascimento. Faço 48 anos, grande parte deles passados a fazer asneiras e o restante a tentar minimizar o efeito dos mesmas. Hoje é dia de balanço, é dia de fazer uma pequena retrospectiva sobre o que tem sido a minha vida, partilhar um bolo com as pessoas mais intimas e, soprar umas velas. Comecei a semana a fazer um check – up médico, que ainda vai demorar o resto do mês. Já fiz uma prova de esforço, electrocardiograma, faltam as análises e uma série de exames que inclui também um ecocardiograma. É o que eu chamo a revisão dos 50.000.
Por curiosidade fui ao Google ( ele sabe tudo) ver as estatísticas sobre a esperança de vida em Portugal. Vi um estudo, referente ao triénio 2004/2006,publicado pelo Instituto Nacional de Estatística, por isso recente. Fiquei a saber que na região centro de Portugal continental é onde os homens e mulheres portuguesas têm maior esperança de vida. 78 anos homens e 81 mulheres, Na ilha da Madeira que é onde vivo, fiquei surpreendido, pois é 69 anos para homens e 78 para mulheres. Portanto como não vivo no centro do País e não sou mulher , a minha esperança de vida são 69 anos. Ou seja , se tudo correr bem , ainda tenho mais 21 anos de vida .Continuando a fazer contas, trabalho numa empresa á 30 anos e no meu contrato de trabalho , diz que, posso ter a pré – reforma aos 36 anos de serviço, então faltam 6 anos para reformar-me .Mas se a lei, do nosso querido primeiro ministro prevalecer, só posso ir aos 65 anos de idade para a reforma, e se assim for , vou trabalhar e descontar para o estado 47 anos e gozar a reforma 4 ( grande negocio).Mas como eu não acredito em estatísticas, lá vou eu tentar contrariar mais estas, e tenatr dar o meu contributo para elevar estas médias, pois de facto, estão muito baixas, para quem tem uma boa vida. Então meus amigos vamos todos juntos provar que estes tipos das estatísticas não percebem nada destas coisas.
Como não podemos fazer nada com o passado nem com o futuro, vou tentar passar o dia de hoje ,muito bem, sem festa , sem copos , mas muito feliz comigo mesmo. Pois, como não podemos dar uma coisa que não temos, se eu não tiver felicidade comigo, não posso dar felicidade a alguém. Para acabar um obrigado á minha esposa Cristina, pelo que me tem ajudado, e um obrigado a todos aqueles que fazem o favor de serem meus amigos.
Adriano
Por curiosidade fui ao Google ( ele sabe tudo) ver as estatísticas sobre a esperança de vida em Portugal. Vi um estudo, referente ao triénio 2004/2006,publicado pelo Instituto Nacional de Estatística, por isso recente. Fiquei a saber que na região centro de Portugal continental é onde os homens e mulheres portuguesas têm maior esperança de vida. 78 anos homens e 81 mulheres, Na ilha da Madeira que é onde vivo, fiquei surpreendido, pois é 69 anos para homens e 78 para mulheres. Portanto como não vivo no centro do País e não sou mulher , a minha esperança de vida são 69 anos. Ou seja , se tudo correr bem , ainda tenho mais 21 anos de vida .Continuando a fazer contas, trabalho numa empresa á 30 anos e no meu contrato de trabalho , diz que, posso ter a pré – reforma aos 36 anos de serviço, então faltam 6 anos para reformar-me .Mas se a lei, do nosso querido primeiro ministro prevalecer, só posso ir aos 65 anos de idade para a reforma, e se assim for , vou trabalhar e descontar para o estado 47 anos e gozar a reforma 4 ( grande negocio).Mas como eu não acredito em estatísticas, lá vou eu tentar contrariar mais estas, e tenatr dar o meu contributo para elevar estas médias, pois de facto, estão muito baixas, para quem tem uma boa vida. Então meus amigos vamos todos juntos provar que estes tipos das estatísticas não percebem nada destas coisas.
Como não podemos fazer nada com o passado nem com o futuro, vou tentar passar o dia de hoje ,muito bem, sem festa , sem copos , mas muito feliz comigo mesmo. Pois, como não podemos dar uma coisa que não temos, se eu não tiver felicidade comigo, não posso dar felicidade a alguém. Para acabar um obrigado á minha esposa Cristina, pelo que me tem ajudado, e um obrigado a todos aqueles que fazem o favor de serem meus amigos.
Adriano
quarta-feira, 4 de março de 2009
Abrindo a mente
Alguns anos atrás, o meu amigo Angelino Gonçalves, incentivou-me a ler livros do Carl Sagan e do Richard Dawkins. Em boa hora segui o seu conselho, pois este tipo de leitura cientifica e por vezes demasiado pragmática, mostrou-me outras perspectivas de ver a vida. Comecei por ler Bilhões e Bilhões , seguiram-se Cosmos, Os Dragões do Eden e Um Mundo Infestado de Demónios, todos de Carl Sagan, também vi o filme "Contacto" baseado no livro com o mesmo nome e do mesmo autor.De Richard Dawkins li , Decompondo o Arco Íris, O Relojoeiro Cego e actualmente estou lendo a Desilusão de Deus.É uma leitura acessível, mas aconselho a quem quiser fazer uma incursão por este tipo de leitura a começar por Bilhões e Bilhões, é simplesmente uma sugestão.
Agora algumas frases e um pequeno texto de Carl Sagan para possíveis reflexões:
"A profecia é uma arte inútil."
"Ausência de evidência não é evidência de ausência."
"Alegações extraordinárias exigem provas extraordinárias."
"Em algum lugar, algo incrível está esperando para ser descoberto."
"A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; ela é uma profunda fonte de espiritualidade."
"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tão pouco lhe é adverso: é-lhe indiferente."
"Se não existe vida fora da terra, então universo é um grande desperdício de espaço."
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar."
"Um clero celibatário é uma ideia especialmente boa porque ela tende a suprimir qualquer tendência hereditária ao fanatismo."
"A química que produz a vida é reproduzida facilmente por todo o cosmos. Parece improvável que sejamos os únicos seres inteligentes. É possível mas improvável!"
"Na ciência é bem comum um cientista dizer, Quer saber, seu argumento é realmente bom; minha posição estava errada, e então eles realmente irão mudar de opinião e nunca mais irão voltar na antiga novamente. Eles realmente fazem isso."
"Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimento."
"Em toda e qualquer cultura, imaginamos o Universo governado por algo parecido com nosso próprio sistema político. Poucos acham a similaridade suspeita."
"Quase morrer é uma experiência tão positiva e construtora do carácter, que a recomendaria a todos - não fosse, é claro, o elemento irredutível e essencial do risco."
"Para poder fazer uma torta de maçãs do nada, você deve antes criar o universo."
( retirei uma parte substancial deste artigo por achar que, de tão grande que era, ninguém o iria querer ler, ficou o essencial , um incentivo a este tipo de leitura)
Adriano
Agora algumas frases e um pequeno texto de Carl Sagan para possíveis reflexões:
"A profecia é uma arte inútil."
"Ausência de evidência não é evidência de ausência."
"Alegações extraordinárias exigem provas extraordinárias."
"Em algum lugar, algo incrível está esperando para ser descoberto."
"A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; ela é uma profunda fonte de espiritualidade."
"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tão pouco lhe é adverso: é-lhe indiferente."
"Se não existe vida fora da terra, então universo é um grande desperdício de espaço."
"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar."
"Um clero celibatário é uma ideia especialmente boa porque ela tende a suprimir qualquer tendência hereditária ao fanatismo."
"A química que produz a vida é reproduzida facilmente por todo o cosmos. Parece improvável que sejamos os únicos seres inteligentes. É possível mas improvável!"
"Na ciência é bem comum um cientista dizer, Quer saber, seu argumento é realmente bom; minha posição estava errada, e então eles realmente irão mudar de opinião e nunca mais irão voltar na antiga novamente. Eles realmente fazem isso."
"Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimento."
"Em toda e qualquer cultura, imaginamos o Universo governado por algo parecido com nosso próprio sistema político. Poucos acham a similaridade suspeita."
"Quase morrer é uma experiência tão positiva e construtora do carácter, que a recomendaria a todos - não fosse, é claro, o elemento irredutível e essencial do risco."
"Para poder fazer uma torta de maçãs do nada, você deve antes criar o universo."
( retirei uma parte substancial deste artigo por achar que, de tão grande que era, ninguém o iria querer ler, ficou o essencial , um incentivo a este tipo de leitura)
Adriano
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