terça-feira, 28 de junho de 2016

Alfa e Ómega


                      

                       Alfa e Ómega

Tudo tem um princípio e um fim
Apareceste com a sublime beleza de uma aurora boreal
Aprisionaste-me no teu esplendor
Foste; a alegria e a dor
O doce beijo, a palavra amarga
O mais belo sol, a terrível tempestade
A estrela que brilha, a escuridão
Depois, desapareceste, com o encanto do mais belo crepúsculo
E, assim, se cumpriu a vida
Tudo termina, quando a lição está aprendida
Adriano

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Livro - Os Miseráveis

Com o intuito de tecer um comentário sobre o livro, durante a sua leitura fui anotando numa pequena agenda, diálogos e frases maravilhosas que ia encontrando. Acontece que perdi a agenda. Sendo assim, vou recorrer a um apontamento de um livro “ A Tentação do Impossível”  que é um ensaio desenvolvido sobre um curso ministrado por Vargas Llosa na Universidade de Oxford.

Vargas Llosa, neste ensaio faz uma análise da criação, estrutura e dos elementos que envolveram a composição de “ Os Miseráveis” de Victor Hugo

Passo a transcrever:
 “tudo é impossível nas aspirações de Os miseráveis, e a primeira dessas impossibilidades é o desaparecimento de todas as nossas misérias”. E ainda, não há a menor dúvida, tampouco, de que “Os miseráveis é uma das obras na história da literatura que mais fizeram homens e mulheres de todas as línguas e culturas desejar um mundo mais justo, mais racional e mais belo do que aquele em que viviam”.


Acho que neste excerto de “ A tentação do Impossível” Vargas Llosa descreve todo sentido do livro. Sei que algumas das personagens que compõem este livro vão me fazer companhia durante muito tempo. È  um livro colossal, diria que, sem defeitos e, que nos leva a uma reflexão muito profunda do que é a humanidade. Um dia volto a Lê-lo


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Livro - A Relíquia


Gostei de reler A Relíquia de Eça de Queiroz. Embora em algumas fases deste romance o escritor seja demasiado descritivo, é um romance que contém algumas pérolas da literatura. O romance apresenta as memórias de Teodoro, conhecido por raposão. Ele vivia com uma tia muito rica e beata. Teodoro sabia que para herdar a fortuna da tia tinha que ter uma vida muito religiosa e uma conduta condizente com essa religiosidade. Mas, Teodoro adorava a boémia e tentava a todo o custo esconder a sua vida privada da tia e, ao mesmo tempo, tentava agradar a tia com a sua aparente dedicação à causa espiritual.

Passo a transcrever alguns excertos:

Quando Teodoro questiona e acusa de responsabilidade Cristo (DEUS) sobre a situação que o colocou na desgraça, ele ouve uma voz dentro de si que lhe aponta alguns erros como: a falsa beatice para com a sua tia, as suas mentiras e a sua convivência com prostitutas. Depois essa voz diz-lhe esta maravilha:

 “ Eu não sou Jesus de Nazaré. Nem outro deus criado pelos homens…..Sou anterior aos deuses transitórios; eles dentro de mim nascem; dentro de mim duram; dentro de mim se transformam: dentro de mim se dissolvem: e eternamente permaneço em torno deles e superior a eles, concebendo-os e desfazendo-os, no perpétuo esforço de realizar fora de mim o deus absoluto que em mim sinto. Chamo-me consciência; sou neste instante a tua própria consciência reflectida fora de ti, no ar e na luz, e tomando ante teus olhos a forma familiar, sob a qual, tu, mal-educado e pouco filosófico, está habituado a compreender-me”

Este é um livro contra a hipocrisia, ensina que a mentira é má e que se formos sinceros tiramos benéfico disso. Teodoro ficou na desgraça por causa da mentira e, por isso, resolve passar a ser sincero. Falando com o seu patrão Crispim, homem este,que já tinha despedido o seu antecessor por maldizer a religião, tem este desabafo: 

“ Olha, Crispim, eu nunca vou à missa…tudo isso são patranhas…Eu não posso acreditar que o corpo de Deus esteja todos os domingos num pedaço de hóstia feita de farinha. Deus não tem corpo, nunca teve…tudo isso são idolatrias, são carolices…podes fazer agora comigo o que quiseres. Paciência!” E o patrão responde: “ pois olha, raposo, calha-me essa franqueza!... Eu gosto de gente lisa… o outro velhaco, que estava aí nessa carteira, diante de mim dizia: «Grande homem, o Papa!» E depois ia para os botequins e punha o Santo Padre de rastos….”
Mais tarde quando o patrão o indagou a ver se ele era o homem ideal para casar com a sua irmã Jesuína, ele volta a ser sincero, mesmo sabendo que poderia perder tudo “ Há ai dentro amor sincero à mana Jesuína?” ele responde: “ Amor, amor não….Mas acho-a um belo mulherão: gosto-lhe do dote; e havia de ser um bom marido”

 É intrigante como é que em 1887, Eça escrevia sobre um tema que iria dominar o século XX. Então vejamos as referências que ele faz relativamente às conversas que o seu amigo alemão Topsuis tinha com ele: “… … A Alemanha, mãe espiritual dos povos; depois ameaçava-me com a irresistibilidade das suas armas. A omnisciência da Alemanha! A omnipotência da Alemanha! Ela imperava, vasto acampamento entrincheirado de in- fólios, onde ronda e fala de alto a Metafisica armada” e para mim mais arrepiante é a conversa em sonho com Lúcifer “… Não lamente as fogueiras de Moloch. Há-de ter fogueiras de judeus”

Gostei imenso do sonho que Teodoro teve e em que estava a presenciar o julgamento de Cristo e onde vemos uma nova versão para este acontecimento.

“ Depois de amanhã, quando acabar o Sabbath, as mulheres da galileia voltarão ao sepulcro de José de Ramata, onde deixaram Jesus sepultado…. E encontram-no aberto, encontram-no vazio! «Desapareceu, não está aqui!...» Então Maria de Magdala, crente e apaixonada, irá gritar por Jerusalém - «ressuscitou, ressuscitou!» E assim o amor de uma mulher muda a face do mundo, e dá uma religião mais à humanidade!

Frases que fazem a delicia de quem às lê:

 “ ….. Aquela sumptuosa noite do Egipto. As estrelas eram como uma grossa poeira de luz que o bom Deus levantava lá em cima, passeando sozinho pelas estradas do céu” ou “ Quando os seus olhos se cerravam, tudo em redor parecia escurecer; e quando se levantava a negra cortina das suas pestanas, vinha dessa larga pupila um clarão, uma influência como o sol do meio-dia no deserto, que abrasa e vagamente entristece”

 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Livro - A Cabana


E se Deus marcasse um encontro consigo? As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada. Quatro anos mais tarde, Marck, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar á malograda cabana. Ainda que confuso, Marck decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre: Fonte livro Bertrand
Li algumas criticas sobre este romance, algumas a dizerem muito mal, outras bem , enfim, o importante é que cada um pense pela própria cabeça. Quem gosta de livros Tipo: “ Conversa com Deus “ de Donald Walsch, vai adorar este.
 Não é por mero acaso que “ A Cabana” já vendeu mais de 15 milhões de exemplares. Na minha opinião é um livro simples, para descontrair e, do qual podemos fazer algumas reflexões. O livro aborda fundamentalmente a capacidade de perdoar, o que não implica esquecer, como lá vem referenciado. Quando Mackenzie acusa Deus de não evitar que tantas coisas más aconteçam no mundo, Deus responde “ Ninguém sabe de que horrores eu salvei o mundo, porque ninguém pode ver as coisas que nunca aconteceram”
Frases como.” A fé não nasce na casa da certeza”  ou “ O simples facto de acreditares firmemente numa coisa não implica que ela seja verdadeira” dão algum embelezamento à história. Também sublinhei “ Nunca menosprezes a maravilha das tuas lágrimas. Podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Por vezes, são as melhores palavras que o coração pode dizer”
É um livro que não me atrevo a aconselhar. Acho que é um livro muito pessoal. Eu li e acho que precisava de ler um livro para descontrair e nesse aspecto gostei. Mas agora que acabei, já fui buscar a “ Relíquia” do Eça de Queiroz, pois fiquei sedento daquela escrita trabalhada que tanto gosto.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Livro- José Saramago nas suas palavras


Depois de lermos o primeiro livro de José Saramago, este deveria ser o segundo a ser lido. Ao lermos esta obra composta por imensos excertos retirados de entrevistas dadas pelo escritor, estamos prontos para abordar a sua obra e compreender de uma melhor forma o seu pensamento.  Gostei e recomendo a leitura

Único escritor de língua portuguesa a ganhar o prémio Nobel, José Saramago (1922-2010) é um exemplo perfeito do intelectual engajado preconizado pelo autor de As palavras, Jean-Paul Sartre. Com efeito, a intervenção na esfera pública, o comprometimento com uma visão crítica do mundo, a defesa de ideias muitas vezes polémicas, a indignação diante das injustiças e desigualdades económicas e sociais são características marcantes de alguém que jamais separou o escritor do cidadão e sempre disse com todas as palavras o que pensava. Este livro, editado por Fernando Gómez Aguilera, biógrafo espanhol de Saramago, traz uma ampla selecção de declarações do escritor extraídas de jornais, revistas e livros de entrevistas, publicados em Portugal, no Brasil, na Espanha e em diversos outros países, da segunda metade da década de 1970 até Março de 2009.

Os textos estão organizados cronologicamente no interior de núcleos temáticos que abrangem as questões mais recorrentes nas manifestações do escritor. A primeira parte, centrada na pessoa José de Sousa Saramago, reúne comentários sobre sua infância, a formação autodidacta, a trajectória pessoal, os lugares onde morou, bem como reflexões sobre si mesmo – o pessimismo, a indignação, a coerência, a primazia da ética – que traçam o perfil de um escritor sempre disposto a praticar a introspecção e a compartilhar seu pensamento com a opinião pública. A segunda parte, em que vem para o primeiro plano a figura do escritor, traz reflexões sobre o ofício literário que mostram sua plena consciência dos procedimentos romanescos, concepções pouco ortodoxas para um comunista sobre as relações entre literatura e política – “não vou utilizar a literatura para fazer política” – e o papel do escritor na sociedade: “se o escritor tem algum papel, é intranquilizar”. Na terceira parte, quem fala é o cidadão José de Sousa Saramago, o crítico, entre outras coisas, da globalização económica, do “concubinato” dos meios de comunicação com o poder, do consumismo, do comunismo soviético, da paralisia da esquerda incapaz de inovar, do conservadorismo da Igreja católica, da postura de Israel em relação aos palestinos e do irracionalismo generalizado do mundo capitalista. Sua voz clama pela democracia social plena – não apenas formal e eleitoral -, pelo respeito integral aos direitos humanos e pelo sagrado direito de espernear: “Ao poder, a primeira coisa que se diz é não”.

As palavras de Saramago compõem o retrato falado de um escritor que exerceu seu ofício com o profissionalismo de um operário, a pertinácia de um militante político, a consciência de um cidadão e a visão ampla de um verdadeiro intelectual.

Fonte: Fundação José Saramago

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Livro - Os Maias de Eça de Queiroz


Reler os Maias é sempre um prazer e um pouco de tristeza. Prazer pela bela leitura que este romance proporciona e, um pouco de tristeza por não ter o prazer de o ler pela primeira vez. Embora já o tivesse lido há muitos anos, tinha na mente as principais passagens deste magnífico romance. É claro, que atualmente apercebi-me de uma série de situações, fundamentalmente críticas sociais, que quando o li na minha juventude não tinham grande significado para mim. Muitos amigos dizem-me: eu fui obrigado a ler isso na escola, mas não li o livro, só li o resumo. Não sabem o que perderam. Não vou fazer um resumo do livro, pois já existem tantos, vou só colocar alguns excertos que achei interessantes e que me tinham passado despercebidos aquando da primeira leitura.

Achei interessante a abordagem no livro sobre o ensino. Primeiro o questionar o excesso de carga horária e a utilização de conteúdos que não têm utilidade. Depois a discussão na assembleia sobre a inclusão das aulas de ginástica nas escolas a que o Conde Gouvarinho respondeu: "Creia o digno par que nunca este país retomará o seu lugar à testa da civilização, se, nos liceus, nos colégios, nos estabelecimentos de instrução, nós outros os legisladores formos, com mão ímpia, substituir a cruz pelo trapézio".

Chamou-me também à atenção a referência às instituições de proteção dos animais que já se faziam ouvir na Europa do seculo XIX. Também nesta situação Portugal não acompanhava o pensamento dos países mais evoluídos. Defendia- se que em vez de corridas com cavalos era mais importante uma boa tourada.

“... Pois é verdade, tenho esse fraco português, prefiro toiros. Cada raça possui o seu sport próprio, e o nosso é o toiro: o toiro com muito sol, ar de dia santo, água fresca e foguetes... Mas sabe o Sr. Salcede qual a vantagem da tourada? É ser uma grande escola de força, de coragem e de destreza... Em Portugal não há instituição que tenha importância igual à tourada de curiosos. E acredite uma coisa: é que se nesta triste geração moderna ainda há em Lisboa uns rapazes com um certo músculo, a espinha direita, e capazes de dar um bom soco, deve-se isso ao toiro e à tourada de curiosos...O marquês entusiasmadíssimo bateu palmas. Aquilo é que era falar! Aquilo é que era dar a filosofia do toiro! Está claro que a tourada era uma grande educação física! E ainda havia uns imbecis que falavam em acabar com os toiros! Oh! Estúpidos, acabais então com a coragem portuguesa! (…) O quê, o toiro? Está claro! O toiro devia ser neste país como o ensino é lá fora: gratuito e obrigatório”.

Outras frases e referencias de grande encanto podemos encontrar neste livro.

“ – Falhamos na vida, menino! – Creio que sim…Mas todo o mundo mais ou menos a falha. Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com a imaginação”

“É extraordinário! Neste abençoado país todos os políticos têm «imenso talento» ……..Um país governado «com imenso talento», que é de todos na Europa, segundo o consenso unânime, o mais estupidamente governado !Eu proponho isto ,a ver: que, como os talentos sempre falham, se experimentassem uma vez os imbecis”

 ... uma senhora alta, loura, com um meio véu muito apertado e muito escuro que realçava o esplendor de sua carnação ebúrnea. Craft e Carlos afastaram-se, ela passou diante deles, com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem-feita, deixando atrás de si como uma claridade, um reflexo de cabelos de ouro, e um aroma no ar. Trazia um casaco colante de veludo branco de Gênova, e um momento sobre as lajes do peristilo brilhou o verniz de suas botinas.

Para descrever tudo o que gostei, seriam precisas muitas folhas, fico por aqui e dou um conselho a que ainda não leu que leia e, quem já leu que releia, pois por certo que irá encontrar muitas coisas que passaram despercebidas na primeira vez. E como não há duas sem tês, um dia mais tarde por certo, vou voltar a lê-lo.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Ser amigo, no comer, vestir e calçar


Não tem este artigo a pretensão de alterar comportamentos ou ferir suscetibilidades de alguns amigos dos animais. Pretende simplesmente, trazer “ à tona de água ”, alguns aspetos que de tão triviais, por vezes escapam à maioria das pessoas. Os dois princípios que regem o vegetarianismo ético são: O respeito pelos animais não humanos e, a preservação do ambiente. Como já devidamente provado e documentado, as indústrias da pecuária e piscatória, são responsáveis por infligirem grande sofrimento aos animais, pela produção de grandes níveis de poluição ambiental e, destruição de ecossistemas.
 Ao adotarmos uma alimentação vegetariana, estamos a contribuir de alguma forma para uma diminuição desses impactos negativos. Mas, de uma forma menos visível, ao lado das indústrias anteriormente referidas, concorre uma outra indústria, tão, ou mais destruidora, que é a indústria de peles, nomeadamente a indústria de curtumes. Várias fundações, associações e investigações jornalísticas, têm denunciado as enormes atrocidades que a indústria das peles vem infligindo nos animais. Uma dessas fundações é a conhecidíssima fundação, Brigitte Bardot, que tem lutado contra o extermínio de centenas de focas bebés que anualmente são sacrificadas. Para um melhor aproveitamento das peles e, uma melhor rentabilidade económica, estas focas bebés são mortas à paulada, sendo posteriormente as suas peles utilizadas na fabricação de casacos de peles.
 Também uma investigação feita em sigilo durante dezoito meses pela Humane Society dos Estados Unidos/Humane Society Internacional (HSUS/HIS) e um jornalista alemão independente, referenciou que cerca de dois milhões de animais de estimação (cães e gatos) são assassinados anualmente para utilização na fabricação de peles. Por estas razões, o vegetarianismo ético não se resume somente à escolha da alimentação, mas também à aquisição de vestuário e calçado. Gestos aparentemente tão simples, como a aquisição de um par de sapatos, construído sem substâncias de origem animal, fazem parte da filosofia do vegetariano ético.
Embora já vá sendo comum encontrar calçado vegan nas sapatarias portuguesas é nas lojas online que se consegue encontrar estes produtos com mais facilidade. Ligeiramente mais caros do que o calçado comum, podemos encontrar sapatos com um design atrativo e de boa qualidade. Têm também se revelado resistentes e com longa duração. Na construção de calçado vegan são utilizadas substâncias como:” (poliéster e poliuretano) poliamida, nylon, cortiça e fibras". Também se utilizam a borracha natural, microfibras, pneu reciclado entre outros produtos.
Em Portugal já existe uma marca que comercializa calçado vegan, do qual cerca 85% deste produto é exportado. A firma portuguesa de produção de calçado vegan, para diminuir a sua pegada ecológica tenta utilizar o máximo de materiais locais, apostando fortemente na cortiça. Embora este seja um mercado em expansão a nível mundial, em Portugal ainda não tem a importância devida.
Em conversas com pessoas do meu círculo de amizade, noto que ainda existe um grande desconhecimento sobre o material utilizado na construção do calçado e vestuário comum e, um desconhecimento ainda maior, sobre a indústria de peles que sacrifica biliões de animais todos os anos. E a realidade vai ser sempre esta: Eles matam porque nós consumimos